BORBA
CONCLUÍDAS ETAR’S DA ORADA E NORA
Num investimento
de 513 mil euros, a Águas do Centro Alentejo, SA, concluiu as
obras de construção das Estações de Tratamento
de Águas Residuais (ETAR) da Orada e da Nora as quais decorreram
no âmbito da empreitada de Concepção/ Construção
do 3º Grupo de Pequenas Instalações de Tratamento
de Águas Residuais do Centro Alentejo, candidatada ao QREN, no
âmbito do Programa Operacional Temático Valorização
do Território.
A ETAR de Orada destina-se ao tratamento de efluentes produzidos por
389 habitantes, com uma fossa séptica constituída por
três compartimentos, sendo que o primeiro apresenta uma volumetria
de 158m3, o segundo e terceiro compartimento têm um volume de
79m3.
Esta ETAR teve um custo de cerca de 321 mil euros, sendo que a descarga
do efluente final tratado terá lugar na Ribeira de Alcaraviça.
Já a ETAR da Nora destina-se ao tratamento de efluentes produzidos
por 620 habitantes, sendo que as obras incidiram na construção
de uma nova obra-de-entrada e impermeabilização das três
lagoas com um sistema de telas, num investimento de 192 mil euros. A
descarga do efluente final tratado terá lugar na ribeira de Santiago.
Com a conclusão destas duas obras, o concelho de Borba conta
actualmente com três novas ETAR’s, depois da renovação
da ETAR de Borba e, segundo fonte daquela autarquia, "espera-se
iniciar brevemente a remodelação da ETAR de Rio de Moinhos",
ficando aquele concelho "totalmente dotado de novas infra-estruturas
a nível do sistema de saneamento".
COM VERBAS
COMUNITÁRIAS
ALENTEJO APOSTA FORTE NO TURISMO
Empresários regionais
e vindos de outras regiões para se instalarem no Alentejo estão
a apostar no turismo. O exemplo disso são os nove projectos que
foram aprovados no âmbito do Quadro Nacional de Referência
Estratégica (QREN) e cujos contratos foram assinados na passada
terça-feira, em Évora.
Para a região estão previstos, nos próximos anos,
cinco hotéis, novas unidades de turismo em espaço rural,
ficando a oferta turística reforçada também com
valências de enoturismo e actividades aéreas e náuticas.
Um boutique hotel ecológico de cinco estrelas em Odemira, a criação
do hotel de quatro estrelas Tapada da Mata Eco Resort em Évora,
a realização de actividades de animação
turística aérea e náutica da Get High, no mesmo
concelho são alguns destes projectos.
Para além destes, existem outros que visam não só
a requalificação das actividades de enoturismo na Herdade
do Esporão (Reguengos de Monsaraz), como a criação
do hotel Casa d’Alagoa em Santarém [n.r. – concelho
integrado na NUT Alentejo desde Novembro/2002], o surgimento de dois
empreendimentos de turismo rural em Odemira e a criação
do hotel rural de quatro estrelas Estábulos de São Lourenço
(em Mourão) e do hotel rural de quatro estrelas SW Hotel em Odemira.
Os projectos aprovados simbolizam um investimento de 29,59 milhões
de euros e um incentivo reembolsável de 15,13 milhões
de euros, criando no seu total entre 130 a 150 postos de trabalho.
Integram-se num total de 35 projectos turísticos, a nível
nacional, que representam uma verba total de 115,66 milhões de
euros. “Os apoios foram concentrados nos projectos que, pela sua
viabilidade, elevada qualidade e diferenciação, mais contribuem
para atingir os objectivos do Plano Estratégico Nacional do Turismo
em matéria de melhoria da oferta turística em Portugal”,
explicou o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade,
presente na cerimónia de assinatura dos contratos entre o Turismo
de Portugal e os promotores.
Esta sessão foi, contudo, presidida pelo ministro da Economia,
da Inovação e do Desenvolvimento, Vieira da Silva que
definiu como “excelentes” os nove projectos. “Há
que salientar a aposta na qualidade, na valorização da
diferenciação e no forte enraizamento regional que demonstram”,
frisou o titular da pasta, acrescentando ser esta a estratégia
sustentável para o desenvolvimento da região.
Para este governante, é perfeitamente possível “fazer
um novo turismo assente na preservação e promoção
dos recursos endógenos, tendo como referência a questão
ambiental”.
Vieira da Silva salientou ainda que foi por tudo isto que estes projectos
foram valorados para receber um apoio público “muito significativo”,
rondando os 50 por cento do montante investido, tendo deixado uma palavra
de agradecimento aos promotores. “Investir numa altura difícil
é o que faz verdadeiramente a diferença, por isso quero
dar os parabéns aos empresários porque souberam responder
à crise com ambição”, evidenciou.
Instado pelos jornalistas, no final da cerimónia, o governante
desvalorizou os problemas inerentes a este programa de apoio, nomeadamente
à falta de verbas, justificando a situação “com
a queda de investimento privado e público devido à crise
económica”. Contudo, sublinhou que o QREN deve ser entendido
como uma forma de fazer frente à situação que o
país atravessa, vincando que, actualmente, “estamos já
a assistir a alguma recuperação da nossa economia”.
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Maria Antónia
Zacarias
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