"IRMÃS
FLORES" TÊM
NOVA LOJA/ ATELIÊ
CULTURA
[14 JUL] »»
Perpétua Matilde Fonseca Sousa ou Maria Inácia Fonseca
Mateus são nomes que, possivelmente, pouco dirão a algumas
pessoas, mas quando falamos das "Irmãs Flores" o caso
muda de figura e associamos, imediatamente, esta designação
ao "amor é cego" ou à "primavera",
bonecos de Estremoz a que estas artesãs têm dedicado grande
parte da sua vida.
Apesar de as "Irmãs Flores" terem iniciado a actividade
na mocidade, só ao fim de 38 anos de muito trabalho e dedicação
conseguiram concretizar um sonho de longa data: "a aquisição
de um espaço próprio".
A nova loja/ateliê foi inaugurada no passado sábado, dia
3, situa-se no Largo da República, números 31 e 32, antiga
"Loja do Chico Fonseca", e foi elogiada por todas as pessoas
que já tiveram oportunidade de a visitar.
É um espaço totalmente restaurado, amplo, arejado, digno
da actividade que as artesãs desenvolvem e que permitiu, inclusivamente,
que ao fim de tantos anos determinadas peças pudessem "sair
do armário", nomeadamente uma colecção de
bonecos antigos que não se encontram à venda mas que estão
expostos para o público que os pretender apreciar.
"Fomos adquirindo estes bonecos ao longo dos tempos, mas não
tínhamos espaço nem condições para os mostrar!",
explicaram.
As "Irmãs Flores" salientaram que as pessoas têm
valorizado cada vez mais o seu trabalho e que se deslocam de todos os
cantos do país para comprar os bonecos e, inclusivamente, já
satisfizeram, e continuam a satisfazer, encomendas provenientes dos
Estados Unidos da América, Inglaterra e França.
Para além dos carismáticos bonecos "o amor é
cego" ou a "primavera", as artesãs salientaram,
ainda, que as pessoas também procuram os bonecos das profissões,
dos santos, os presépios, entre outros.
Para quem pretenda apenas observar as "Irmãs Flores"
em pleno desempenho da sua actividade poderão dirigir-se ao espaço
recém-inaugurado. "Temos, e sempre tivemos, a porta aberta
para as pessoas que nos queiram visitar!".
As artesãs agradeceram ainda aos seus clientes de longa data
pela ajuda e apoio que lhes têm dado, "pois sem eles não
seria possível concretizar este sonho", afirmaram.
O Brados do Alentejo deseja as maiores felicidades a estas artesãs
que têm levado o nome da cidade a todos os cantos do país
e do mundo e deixamos, desde já, um convite aos nossos leitores
e assinantes para que visitem esta loja/ ateliê.
»»
Jorge Manuel Pereira
VOLTAR
AO TOPO
|
|